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Artigo de Júlio Guerner sobre a presença americana na guerra em França. O general Pershing, comandante do corpo expedicionário americano, deixa a capital francesa para se instalar numa localidade perto da frente de combate, onde já se encontravam operacionais os serviços do seu estado-maior.
"- E quanto ao projéto de algumas centenas ou não sei mesmo se milhares de aeroplanos que viriam da America para pôr os exercitos alemães em debandada?...Na imagem, americanos nos campos de instrução em França, exercitando-se na construção de trincheiras.
- A concéção era com efeito excessivamente simplista. Mas não duvide de que ha muito a esperar do desenvolvimento da guerra aerea. Não precisamos de entrar nos dominios da fantasia mais ou menos audaciosa. Basta considerar isto: no dia em que dispuzermos de aparelhos bastantes para impedir que os aparelhos inimigos se aproximem das nossas linhas e vigiem os movimentos das nossas tropas o segredo das nossas ofensivas será rigorosamente possível. Ora a condição essencial d'uma ofensiva é a surpreza."




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